Encontrar a felicidade move a humanidade!

Buscar somente a felicidade pode ser enganoso, pois somente ela não dá sentido à vida, segundo Martin Seligman, psicólogo americano criador da Psicologia Positiva.

Para iniciar é necessário procurar maior entendimento sobre a felicidade, então convidamos você a refletir sobre algumas questões: Dinheiro e sucesso traz felicidade? Algumas profissões geram mais felicidade do que outras? Sozinho podemos ser feliz? Alegria, prazer e felicidade são as mesmas coisas? A felicidade é a ausência da tristeza? Ser saudável é fundamental para a felicidade? Já nascemos felizes ou infelizes? Existem lugares que favorecem a felicidade? O que o cérebro tem a ver com a felicidade?

São respostas a essas perguntas que a Psicologia positiva vem buscando responder desde o início dos anos 80. Nos primeiros cinco anos da década de 80, apenas 200 artigos acadêmicos sobre felicidade foram publicados, já nos últimos anos as publicações aumentaram para 27.335.

A Psicologia demorou para dedicar-se aos estudos da felicidade, ficando durante anos focada nos estudos das patologias, no que nos torna depressivos, ansiosos, com pânico, e em como ajudar a sanar essas dores. E com estudos descobriu-se que simplemente tratar a depressão, a ansiedade e o pânico não torna a pessoa mais feliz. Então somente retirar o que nos incomoda não aumenta o nosso nível de felicidade.

A Psicologia Positiva nasceu da convicção que nós podemos aumentar o nível de prazer e bem estar com a própria existência. A influência dos genes, segundo Joseph Lykken, corresponde a apenas 50% da nossa atitude de vida. E quanto aos outros 50%? Pesquisadores da ciência hedônica sugerem uma fórmula para a felicidade: F = G + C + AV, onde Felicidade = Genes + Condições ex­ternas + Atividades volitivas (decidir e agir por vontade própria, focando um propósito). Isto significa que a felicidade é influenciada pelos genes, mas não é geneticamente determinada, afirma o pesquisador.

Nós podemos construir uma vida plenamente positiva e feliz ou não, e isto depende mais dos pensamentos e atitudes do que da genética. Em geral colocamos a culpa nos pais e na sociedade pelos infortúnios e infelicidade. Os estudos da Psicologia Positiva focam as potencialidades e as virtudes que habilitam os indivíduos e a sociedade a viverem de maneira saudável. Esses estudos são baseados na crença de que é possível identificar, compreender, desenvolver e cultivar os mecanismos necessários para se viver de maneira significativa e feliz.

Outros estudos demonstram o conceito de salutogênese, forças que geram saúde e promovem o aumento da satisfação com a vida. “Uma noção fundamental em termos de salutogênese é a de que o ser humano não necessita tão simplesmente o estar bem, em termos biológicos e sociais. Além disto, e muito mais, o ser humano necessita do bem ser. Isto implica em realização espiritual em termos de paz, serenidade, equilíbrio, centralidade, senso de fraternidade, compaixão, solidariedade, capacidade de perdão, senso, leveza, beleza etc. Enfim, realizações e refinamentos do ser humano que decorrem de sua gradativa e longa aproximação com o espírito divino dentro dele mesmo, e que o torna diferente qualitativamente do homem brutal e primitivo.” – Dr. Wesley Aragão de Moraes Out/2011.

By Nadir Paes

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