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Crenças Limitantes – Coach Talk 004

Hoje vou falar sobre Crenças, Valores e Significados. Antes de me adentrar mais neste assunto vou contar uma história….

Me conecto agora com uma das histórias do livro” As histórias que me ensinaram a viver” — “O elefante acorrentado”. Uma história relatada na relação entre um terapeuta e um jovem paciente, escrito por Jorge Bucay. Neste texto o autor nos faz refletir sobre como muitas vezes permanecemos estagnados pois deixamos nossas experiências anteriores nos impedir de agir.

– Não posso  – Não posso!

– Tem certeza? – perguntou o terapeuta.

– Tenho. Tudo o que eu queria era me sentar na frente dela e dizer o que sinto… mas sei que não posso, não consigo.— disse Damian, o jovem paciente.

O terapeuta sentou-se como Buda na poltrona azul da sala. Sorriu, olhou nos olhos do seu paciente e, baixando a voz (como fazia sempre que queria ser ouvido atentamente), disse:

– Posso lhe contar uma história?

O silêncio foi resposta suficiente. E o terapeuta, começou a contar.

Quando eu era criança, adorava o circo, e o que mais gostava de ver eram os animais.

O elefante era o que mais me chamava a atenção. Durante o espetáculo, aquele animal enorme fazia uma demonstração de peso, tamanho e força descomunais… mas depois da apresentação, ele ficava amarrado por uma das patas com uma corrente presa numa pequena estaca cravada no chão.

Embora a corrente fosse grossa e resistente, me parecia óbvio que o elefante, capaz de arrancar uma árvore pela raiz com sua força, poderia facilmente arrancar a estaca e fugir.

O mistério era evidente:

Por que ele não fugia?

Quando eu tinha 5 ou 6 anos e ainda confiava na sabedoria dos adultos, perguntei a um professor sobre o mistério do elefante. Ele me explicou que o animal não fugia porque era adestrado.

– Se é adestrado, por que o acorrentam? – perguntei.

Não me lembro de ter recebido qualquer resposta coerente. Com o tempo, esqueci um pouco essa história e só me lembrava dela quando encontrava alguém que tinha a mesma dúvida que eu.

Há alguns anos conheci uma pessoa sábia o bastante para dar uma resposta: o elefante do circo não foge porque sempre esteve preso a uma estaca parecida com essa – desde muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o elefante recém-nascido preso à estaca. Tenho certeza de que naquele momento o elefantinho empurrou, puxou e suou, tentando se soltar. E, apesar de tanto esforço, não conseguiu.

A estaca certamente era forte demais para ele.

Eu poderia jurar que ele dormiu, exausto, e no dia seguinte fez tudo de novo, e também no seguinte, e no seguinte… Até que um dia aceitou sua impotência e resignou-se ao seu destino.

Esse enorme e poderoso elefante que vemos no circo não escapa porque acha que não pode. Ele tem o registro e a lembrança de sua incapacidade, aquela que sentiu logo depois de nascer. O pior é que nunca mais voltou a questionar isso.

E jamais tentou pôr sua força à prova novamente.

– É isso aí, Demián. Todos somos um pouco como esse elefante do circo: vivemos amarrados a muitas estacas que nos tiram a liberdade. Acreditamos que “não podemos” um monte de coisas, simplesmente porque alguma vez, quando éramos crianças, tentamos e não conseguimos.

Então fizemos o mesmo que o elefante. Gravamos na memória um registro de incapacidade e repetimos “Não posso… Não posso e nunca poderei”.

Fiquei olhando para ele, calado.

– Crescemos carregando essa mensagem que nos impusemos e nunca mais voltamos a nem tentar – disse ele o terapeuta. – No máximo, sentimos os grilhões e, de vez em quando, fazemos soar as correntes ou olhamos para a estaca e confirmamos o estigma: “Não posso e nunca poderei!”

Para que o elefante consiga se desvencilhar, fugindo para longe das correntes que o atam na estaca, é necessário que ocorra algo grave vindo de fora, como um acidente natural, um terremoto, uma tempestade, um furacão, um dilúvio, incêndio, enfim, alguma situação que o coloque em risco real.

O medo e a luta pela sobrevivência o fariam apostar na vida de modo bem diferente de tudo que ele havia aprendido anteriormente.

Meu terapeuta fez uma longa pausa; depois se aproximou, sentou-se no chão à minha frente e concluiu:

– Isso é o que acontece com você. Você vive condicionado pela lembrança de que outro Demián que por experiências e desencorajamento, acreditou que não pode, não consegue. Este dia está no passado, e somente existe dentro de você. Agora você cresceu e pode fazer diferente. Você já sabe cognitivamente que pode. Lembra quantas coisas extraordinárias já fez, embora jovem…. O Damian que teve medo e não conseguiu expressar seus sentimentos um dia, pode conseguir agora!

A única maneira de saber se você pode agora é tentar e fazer novamente, usando em conjunto as suas duas inteligências, a intelectual e a emocional.

Toda sua força está na sua mente e no seu coração.

Primeiro acredite que pode, pense fortemente que pode, e depois sinta com todo seu coração que pode.

Preencha-se com esses sentimentos e emoções positivas que é capaz, que pode, que consegue.

Vale a pena refletir e se aprofundar sobre quantas dessas correntes já nos libertamos, porém quantas ainda permanecem em nossa vida.

Os pensamentos e sentimentos que temos sobre nós e a vida, são construídos na nossa infância e durante a vida. Se pensamos positivamente sobre nós, também sentimos e agimos assim, e consequentemente os resultados na nossa vida serão positivos, congruentes com tudo isto.

A nossa criança não tem recursos cognitivos nem experiências de vida para analisar as situações como um adulto. A criança é pura emoção, ela sente muito intensamente as coisas boas e as coisa ruins. Assim construímos nossas crenças, nossa verdades sobre nós, as pessoas e o mundo.

As crenças são todas as representações internas do que vimos, ouvimos e vivemos. E aí então tiramos uma conclusão, e estas se tornaram uma verdade absoluta em nossas vidas.

Da mesma forma que construímos as crenças, assimilamos os valores a partir de nossa experiência, e do exemplo de nossa família e amigos.

Os significados que damos às coisas que acontecem em nossa vida são associados inconscientemente de acordo com nossos valores.

As Crenças e valores são adquiridos ao longo da nossa história de vida. As crenças são o que acreditamos, como filtramos e percebemos a realidade. Já os Valores são critérios pessoais que consideramos importantes em nossas vidas.

Existe sim uma estreita relação entre crenças e valores, pois Valorizamos tudo aquilo que acreditamos ser importante para nós.

Um sistema de crenças é um conjunto de ideias e valores compartilhados por um mesmo grupo de pessoas. Nesse sentido, tudo aquilo que nós aprendemos de nossos familiares na infância e levamos para a vida adulta compõe um conjunto de informações que têm uma grande influência sobre as nossas escolhas e a nossa jornada.

Por essa razão, podemos dizer que cada pessoa é o que acredita ser, porque é na mente que tudo se inicia e que pensamentos e palavras começam a se tornar realidade.

Como o Sistema de Crenças Influencia a nossa Vida

Você já conviveu com uma pessoa que apenas vê o lado ruim da vida e só reclama das coisas?

Se sim, deve ter percebido que ela dá pouco ou nenhum valor para tudo de bom que lhe acontece. Está sempre julgando, comparando, e parece enxergar apenas os problemas e as dores da vida.

Isso acontece por conta do sistema de crenças que ela carrega, que faz com que dê maior ênfase para as dificuldades, sofrimento, e assim se sente triste, deixando de perceber as alegrias.

Assim como na história do elefante acorrentado, acredita que a vida é sofrimento, e pode passar toda a vida vendo a vida por uma ótica desanimadora, e os resultados desta visão, são sentimentos negativos, desmotivação e baixo resultados na vida.

Isso se dá porque tudo aquilo que uma pessoa acredita é considerado por ela como verdade. Dessa maneira, se ela acredita ser capaz de ir em busca de seus objetivos é isso o que irá acontecer, porque terá força e motivação para seguir adiante.

E o mesmo vale para aqueles que duvidam da própria capacidade, porque esse tipo de pensamento irá levá-los a deixarem de agir e, de fato, não irão realizar nada. Percebe como as crenças têm uma grande influência positiva ou negativa em nossas vidas?

O que são crenças limitantes?

Elas são as interpretações e os pensamentos que assumimos como verdade e que nos impedem de desenvolver as competências, habilidades e emoções.

Em geral, são concepções falsas ou que têm parcial verdade, mas que nos limitam em se esforçar para erradicá-las de nossa rotina. Como resultado, a resignação assume o controle do nosso coeficiente emocional, e passamos a aceitar as crenças limitantes como partes estruturais de nossa personalidade.

Exemplos de crenças limitantes

Para você identificá-las, temos em seguida alguns dos principais exemplos de padrões linguísticos negativos, que nos afastam de nossos objetivos:

– “nunca vou conseguir dinheiro suficiente”;

– “nada dá certo pra mim”;

– “não tenho tempo para nada”;

– “não sou bom o suficiente”;

– “não consigo aprender”;

– “nunca vou conseguir alcançar meus objetivos”;

–  “você não serve para nada”;

–  “eu não mereço coisas boas”;

– “ninguém me quer nem se importa comigo”;

– “homens não prestam”;

– “minha família só me dá dor de cabeça”;

–  “não posso/não consigo/não sei”.

Percebeu uma ou mais frases como essas, e que você já tenha dito, limitando as suas experiências?

Que tal vermos, agora, os impactos em repeti-las constantemente?

Quais são os efeitos em ceder às crenças limitantes?

Quando deixamos aquelas frases de efeito dominar os nossos pensamentos e, consequentemente, as emoções e nossas ações, perdemos em saúde, nos relacionamentos, em nossa qualidade de vida,  e na nossa performance profissional.

Por exemplo: em vez de acreditar que mereça a promoção em seu trabalho, a pessoa pensa não ter capacidade em almejar uma posição melhor dentro da empresa. Quando se depara com a oportunidade do aprendizado em uma nova tecnologia, culpa a idade avançada para não aprendê-la.

Viu como essa simples negativa já impacta em curto, médio e longo prazo as decisões tomadas?

Às vezes, sequer nos damos conta disso, o que torna ainda mais difícil vencer as crenças limitantes.

A boa notícia, está justamente na possibilidade de identificá-las para então confrontá-las e eliminá-las.

Como identificar as crenças limitantes?

Uma das qualidades da inteligência emocional consiste em fazer uma contínua auto avaliação. Questionar-se sempre, de maneira que você entenda aquilo que está bloqueando as suas chances de almejar, idealizar ou executar algo.

Por isso, o primeiro passo para identificar as crenças limitantes nos seus pensamentos é por meio do exercício de sua própria consciência para depois ressignificá-la, ou seja dar um novo significado.

Então vamos as perguntas:

– Costuma conquistar os seus objetivos e sonhos?

– O que te impede de agir?

– Quando se convence a não fazer algo, o que limita as suas ações?

– Você considera que merece os próprios sonhos e metas?

– Sua auto cobrança faz você sofrer mais?

Agora, com base nas respostas procure identificar quantas — e quais — desculpas foram usadas para não realizar algo.

Por exemplo: em vez de ir a uma viagem de férias, você repreendeu a própria ideia porque culpou a crise no país, a necessidade de economizar (sem ter um objetivo definido para isso), ou tem medo de se afastar da sua zona de conforto. Três desculpas, portanto, para abandonar uma simples ideia de aproveitar as férias.

A Importância de Rever o Seu Sistema de Crenças

Grande parte das crenças que carregamos se originam na infância no meio familiar, muitas extremamente importantes, como as relacionadas aos valores e ao caráter, por exemplo. Todas as crenças são construídas com base nas emoções, no que pensamos e sentimos frente uma situação.

Tanto as crenças poderosas quanto as crenças limitantes são formadas com base no que pensamos sobre algo, porém sobre tudo sobre o que sentimos.

Assim: Fato (algo acontece), sentimos (Interpretamos o que aconteceu e tomamos uma decisão: é isso que preciso fazer para ser bem-sucedido ou cuidar de mim ou me sentir bem.) Procura explicação (Temos uma sensação de certeza com relação a essa decisão). Sente novamente (Procuramos e encontramos mais provas de que nossa decisão foi bem tomada. Ignoramos ou negamos os indícios contrários). Entende tudo (A crença começa a comandar nossa intenção. A intenção cria o mundo que vivemos.) ——-CRENÇA FORMADA (POSITIVA OU NEGATIVA) —- NESTE CASO POSITIVA

Aqui Vale lembrar que a intenção não é, de maneira alguma é julgar ou acusar nossos pais, familiares ou, quem nos criaram, e sim reconhecer que existem pensamentos e comportamentos que não precisam ser levados adiante.

E que eles fizeram seu melhor, do jeito que podiam naquele momento, e nós estamos aqui e não morremos na selva.

Imagine alguém que cresceu ouvindo de seus entes próximos que o dinheiro é algo ruim e que aqueles que o possuem em abundância não são boas pessoas. São grandes as chances de que essa pessoa venha a ter problemas financeiros ou que se sinta culpado ao receber um bom salário, por exemplo.

A realidade é que, embora seus familiares possam ter tido os seus motivos para acreditar nisso, essa crença não precisa ser levada adiante.

Rever o sistema de crenças que carregamos é fundamental para que possamos verificar quais pensamentos e ideias povoando a nossa mente. Essas ideias são positivas, fazem sentido ou servem apenas para nos diminuir e comprometer o nosso desenvolvimento.

Por outro lado, Ainda citando o exemplo do dinheiro, a crença instalada poderia ser positiva, como cuidado para não valorizar mais o dinheiro do que as pessoas e os sentimentos.

As crenças São mutáveis, por isto deixo aqui 5 Dicas Poderosas Para você Mudar o Seu Sistema de Crenças

Veja agora as que vão te ajudar a reprogramar a sua mente e, assim, poder alimentá-la apenas com ideias positivas e motivadoras.

1ª. – Identifique e Reconheça as Crenças Limitantes

O primeiro passo para transformar algo é reconhecer que ele existe. Desse modo, em se tratando de crenças limitantes, é necessário aceitar a existência delas para que possa entender as suas origens. Para isso é preciso observar e refletir a respeito de tudo o que percebe de si, incluindo os pensamentos e comportamentos.

Que comportamento você tem que não te leva a realizar o que quer? Por traz do comportamento tem crença que te leva a agir desta maneira.

Todo comportamento tem uma crença subjacente, e alterar a crença resulta na mudança do comportamento.

Todo comportamento está em busca de satisfazer um valor, e compreender o valor motivador pode alterar o comportamento.

Anote-as e tenha consciência delas;

2 – Elimine os Pensamentos Que Sustentam Essas Crenças

Toda crença é alimentada por algum tipo de pensamento, que pode ter surgido na sua mente por conta de experiências que viveu, ou ser fruto da influência de outras pessoas.

É importante identificar quais são esses pensamentos, para que possa eliminá-los e fazer com que deixem de exercer poder sobre você. Alguns exemplos: acreditar que não tem sorte no amor, que não é capaz de realizar os seus sonhos, que dinheiro é ruim, que para ficar rico tem que trabalhar duro, que todo rico é desonesto, e outros.

3 – Ressignifique Suas Crenças

Podemos dar para as nossas crenças limitantes um novo significado e, assim, transformá-las em pensamentos positivos e encorajadores.

Se você acreditar que não é capaz de realizar os seus objetivos, por algum motivo, Cancela esta ideia e substitua pela afirmação: que é capaz, que, por mais que tenha falhado no passado, irá aprender com essas experiências e dar o seu melhor para que, daqui para a frente, tudo aconteça de maneira diferente.

4 – Olhe Para o Lado Positivo das Coisas

Os seres humanos têm uma tendência natural de dar maior destaque para os problemas do que para as coisas boas. De olhar para o que falta do que para o que tem. Para comprovar isso basta perceber que as notícias de tragédias se tornam mais comentadas do que aquelas que falam sobre situações positivas que aconteceram. Para mudar isso, é necessário que comece a se forçar a ver o lado bom e positivo de tudo e, então, pouco a pouco, passará a perceber tudo isso de maneira natural e verá o quanto isso irá refletir positivamente na sua vida.

5 – Faça Afirmações Positivas Para Si Mesmo

O seu sistema de crenças influencia, principalmente, o relacionamento que um indivíduo tem consigo mesmo, porque se ele se sente incapaz, irá afirmar isso a si mesmo através do seu diálogo interno, tornando esse pensamento cada vez mais forte.

Então, se deseja ressignificar essas ideias, é importante que passe a fazer afirmações positivas para si mesmo, para que comece, cada vez mais, a acreditar nas forças e no poder que possui.

Você já havia parado para pensar a respeito do sistema de crenças que possui e do poder que os seus pensamentos e palavras possuem?

Sempre é tempo de refletir a respeito do assunto e perceber que é necessário mudar suas ideias para que seja possível atravessar seu próprio horizonte, ultrapassar as barreiras das crenças limitantes e conectar-se com sua melhor versão.

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